Os 10 maiores "responsáveis" pela crise global


A lista da publicação abre com o ex-CEO do Lehman Brothers, Dick Fuld, 62 anos. O executivo liderava o banco de investimento em setembro (quando anunciou a bancarrota) e é apontado como um dos culpados por deixar o Lehman altamente exposto às hipotecas de baixa qualidade do mercado. Segundo o Times, Fuld também perdeu oportunidades de vender o banco antes da quebra, o que teria evitado a forte restrição de crédito.


Em segundo lugar, aparece o ex-secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, que permitiu a falência do Lehman Brothers e arquitetou um plano de resgate ao mercado financeiro no valor de US$ 700 bilhões - sem o efeito desejado.





Outro ex-secretário do Tesouro americano aparece na terceira posição: Alan Greenspan. O economista foi responsável por cortar o juro dos Estados Unidos para próximo do zero, após a tragédia de 11 de setembro de 2001, e inundar o mercado com crédito barato e fácil. Em outubro, Greenspan admitiu que errou por ter acreditado que as instituições financeiras eram capazes de se proteger dos riscos sozinhas.


Para o diário britânico, os diretores da autoridade financeira do Reino Unido, John Tiner e Hector Sants, foram os quartos maiores responsáveis pela crise. Os dois eram encarregados de fiscalizar os bancos do país e não conseguiram ver que instituições como o Northern Rok estavam muito dependentes de fundos interbancários.



Em quinto lugar, aparece o presidente do Royal Bank of Scotland (RBS), Fred Goodwin, que anunciou na última semana prejuízo de 28 bilhões de libras e pode ser nacionalizado em breve. O executivo assumiu o banco em 2000 e concretizou 26 aquisições em sete anos, no total de 35 bilhões de libras.




O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, é o sexto da lista. Segundo o Times, o chefe de governo teria previsto a crise há dez anos durante uma palestra em Harvard, mas fez pouco para evitá-la. Brown ainda teria encorajado o aumento dos preços dos imóveis e do spread bancário.




Apenas o sétimo no levantamento do jornal, George Bush foi o governante dos EUA durante o período de crescimento do crédito e da crise do sub-prime, mas não assumiu responsabilidade pela crise. De acordo com o Times, o ex-presidente americano acusou os banqueiros de Nova York pelos problemas econômicos do país.



Diretora da Standard & Poor's até 2007, Kathleen Corbet seria a oitava maior responsável pela crise. Segundo o jornal, ela liderava uma das agências de risco que não conseguiram prever os efeitos das hipotecas tóxicas no mercado americano. Além disso, é acusada de acreditar nas palavras dos investidores para conceder os ratings de crédito, sem analisar profundamente os riscos.



O ex-presidente da seguradora AIG, Hank Greenberg, aparece em nono na lista por ter permitido o declínio da companhia, que precisou de um resgate de cerca de US$ 150 bilhões do governo americano para manter as operações. Greenberg foi o responsável pela empresa de 1967 a 2005, período em que inseriu a AIG no mundo dos derivativos de crédito.


10º
Angelo Mozilo, ex-diretor da Countrywide (maior financiadora imobiliária dos EUA), encerra a lista de "culpados" do Times. De acordo com a publicação, Mozilo é acusado de empurrar crédito para quem não poderia pagar, enquanto isso recebia um salário anual de US$ 470 milhões.


Fonte: Terra

1 comentários:

Diego Nandi disse...

eh tudo culpa do roberto carlos... que deixo o henry fazer aquele gol no brasil.

e to antonio tabet do kibeloco... que fica kibando todo mundo xD

http://cervejabem.com.br